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"Voluntariado e Compromisso Humano"
foi o tema da Presidente Executiva da ONG Parceiros
Voluntários, empreendedora e mobilizadora social
Maria Elena Pereira Johannpeter, que
encerrou o seminário com o questionamento:
"Por que não aceitarmos
o desafio do novo século, de termos um compromisso
humano?". Pare e Pense...
Tenho certeza de que o que ouvimos essa manhã
não foi apenas responsabilidade social, e espero
que todos nós tenhamos nos comprometido com isso,
que é o "compromisso humano". Todos
nós temos que nos sentir comprometidos, porque
nossa responsabilidade está em cima de um dever
que nós temos para com outro, para com a comunidade.
Nós somos a comunidade. Dever é algo que
vem de fora, algo que nos é imposto. Compromisso
é um comprometimento de mim para o outro, para
a situação e de tudo que está a
minha volta. É esse comprometimento humano que
todos nós deveríamos sentir e a partir
dele, agirmos de acordo.
Capital social é alicerçado na confiança.
Como iniciar essa relação de confiança?
Tem de iniciar comigo mesmo. Isso acontece quando eu
sou transparente e deixo o outro me entender. Eu sou
transparente e coerente quando eu penso, quando sinto,
quando eu digo e quando eu ajo. Se eu tiver coerência
nesses quatro verbos o outro vai me entender. Porque
o que eu penso, eu digo, se eu digo é porque
eu sinto, e eu ajo conforme sinto.
Essa é a coerência, que nos faz confiáveis.
Nós podemos ser lidos pelo outro. Quando eu consigo
ler o outro eu confio nele. Agora, se eu penso uma coisa,
digo outra para agradar os que estão a minha
volta; se estou sentindo uma grande raiva e agindo como
se fosse bonzinho, em primeiro lugar: eu me desestruturo
emocionalmente e, por conseqüência, a todos
que estão a minha volta. Capital social não
vai ser construído assim, porque se rompe confiança.
Tudo nesse Universo começa nessa micro-célula
que se chama "eu". Cada um de nós tem
de ter o compromisso humano de formar o capital social.
Se nós não nos dispusermos a ser um capital
social, ele não existirá. É possível
fazer essa transformação desde que nós
a queiramos.
A pergunta que eu deixo para reflexão em nossas
casas, a respeito do desafio para o novo século,
é de nos comprometer com a construção
do "compromisso humano".
Por que ?
Por que não ?
Por que não eu?
Por que não, agora?
Obrigada.
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