“Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação.”
Carlos Rodrigues Brandão

Desde o ano de 2001, quando a ONG Parceiros Voluntários fez a pergunta: “Que ser humano queremos para o século XXI?” passou a promover o seminário internacional Pare Pense, cujo objetivo é promover a reflexão sobre o desenvolvimento humano, com abordagens multidisciplinares e multiculturais.
A intenção sempre foi a de enfrentar o desafio de pensar a melhor forma de construir uma sociedade justa e solidária, constituída por indivíduos conscientes e felizes.

Assim, em cada encontro foram abordadas questões relacionadas às relações de indivíduos e grupos nas diversas instituições sociais, com a contribuição de especialistas de áreas específicas do conhecimento – antropologia, sociologia, economia, política, filosofia, artes, informática. Os participantes se envolveram em discussões sobre temas variados, sempre ligados ao foco central – que seres humanos temos sido e que mundo temos construído com nossa intervenção?

Veja como foram os Seminários:

A edição de 2012, com o título “Capital Social como base para a construção do Capital Econômico e do Desenvolvimento Regional”, contamos com a participação de:Lester Salamon (EUA), Michael Woolcock (EUA) , Terezinha Rios (Brasil) e Hemerson Luiz Pase (Brasil).

No ano de 2010, o posicionamento do Seminário PARE PENSE 2010 foi: “O Futuro do Ser Humano é Ser Presente”. Estar humanamente presente, como forma de engajamento social; presente no seio de sua família, entre seus colegas, amigos e vizinhos. Humanamente presente à frente das instituições com as quais se relaciona e, nesse sentido, todos são cuidadores e educadores. Para contribuir com essas reflexões, estiveram presentes grandes pensadores, nacionais e internacionais: Anna Stetsenko, da City University of New York (CUNY), que chamou a atenção para uma visão do mundo relacional, com o tema “Educação: um projeto para a expansão do sujeito em transformação”; a antropóloga francesa, Noemi Paymal, que falou sobre Pedagogia 3.000TM, que propõe uma quebra do paradigma cognitivo para um aprendizado global; além do professor Dr. Bernd Fichtner, da Universidade de Siegen (Alemanha), que coordenou os trabalhos.
O período da manhã trouxe ainda duas conferências nacionais: “Raízes da Violência”, com Osmar Terra, Médico, Mestre em Neurociências; ”Ressignicando os Valores, Despertando o Humano do Humano Tecendo a Teia da Vida”, com a professora e pesquisadora Maria Dolores Fortes Alves, que salientou o aspecto político da educação e, citando Paulo Freire, questionou qual a intencionalidade da educação atual na formação dos indivíduos.

Em 2008, com um tema inovador “O futuro do Ser humano pelo olhar da Física quântica , propôs um salto nas reflexões e os palestrantes trouxeram as contribuições da Física Quântica, buscando respostas para “QUEM PODEMOS SER?”.
Os recentes avanços na compreensão da Física Quântica foram apresentados pelo indiano Amit Goswami, Dr. em Física Quantica.
Com o tema Visão Quântico-Espiritualista, Moacir Costa de Araújo Lima – Físico e Mestre em Linguística Aplicada na área de Lógica da Linguagem Natural, demonstrou a capacidade humana para criar novas paisagens, ver o que anteriormente não via e a forma de operar preso a cinco informantes limitados. Afirma que o plano das informações não é único nem causal. A terceira palestra do Seminário trouxe a experiência de transformação social, evolução e fortalecimento do divino no nosso cotidiano de Uma Krishnamurthy, formada em Psiquiatria na Índia, com grande experiência na área da psicologia do Yoga e cura.
Don Beck, norte-americano, membro do Instituto George Gallup, na Universidade de Princeton, propôs um modelo de desenvolvimento humano chamado “Dinâmica da Espiral”, que analisa instruções para as perspectivas humanas do mundo, as suposições de como tudo funciona e a fundamentação lógica para as decisões que tomamos.
A coordenação dos trabalhos foi mediada pela brasileira Laís Wollner, Doutora em Física, que trouxe, também, sua experiência com processos criativos, com- portamento Quântico e a Dança do Tao sobre o comportamento transcendente no ser humano.

A edição 2006, com o titulo: “O futuro do Ser humano é ser cada vez mais humano”, teve por objetivo voltar para um olhar sobre os aspectos implicados no Ser Mais Humano: amor, ética, e um olhar apreciativo sobre as instituições contou com a presença de Ronald E. Fry, criador da psicologia positiva na busca do desenvolvimento social e comunitário; do cientista chileno Humberto Maturana, autor da concepção filosófica da matriz biológica da existência humana e da também professora chilena Ximena Dávila Yañez, especialista em Relações Humanas e Familiares. Completando o corpo de conferencistas, a brasileira Terezinha Rios, Doutora em Educação e mestre da PUC-SP.

Em 2004, o tema foi: “A participação do Capital Social na construção de um futuro melhor”. O foco era analisar os aspectos do Ser Humano que potencializam as pessoas para serem atores e autores de uma sociedade mais justa: responsabilidade; compromisso; cidadania; interação social; solidariedade; confiança; comunicação e liderança, contou com a participação do filósofo John Renesch (EUA), a socióloga  venezuelana   Charo Méndez  e qualificada mesa de painelistas brasileiros.

Em 2002, com o título, “A perspectiva do papel do terceiro setor na nova sociedade”, trouxe a Porto Alegre o Dr. Lester Salamon, da John Hopkins University (EUA), cientista que lidera a investigação mundial sobre o Terceiro Setor e que conduziu, junto com a socióloga colombiana, Sra Olga Toro, o encontro de reflexão crítica sobre as bases conceituais de um novo homem e de uma nova sociedade.